Há 5 anos
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Glup...
Suspiro profundo...
Tomada de fôlego...
Pensamento confuso...
Sentimentos doídos...
Mas vamos em frente>>>
Querida e amada filha Sereia,
O nó está na garganta,
o seu sofrimento aperta meu coração,
sintos seus olhos marejados,
sinto olhar no abstrato.
Nada na vida é por acaso,
nossa reaproximação mesmo distantes,
é um ato, uma corda, um laço.
Que lança um fio de esperança,
que as suas e as minhas alcançam,
embora o corpo todo balança,
levado pelas ondas que o mar lança.
Mar tão admirado, amado,
pelo pai e pela filha,
recanto quando estamos atormentados,
diversão quando estamos acalentados.
Acabo de ler uma história,
de um peixo vermelho, um marinheiro
e uma sereia dourada,
dos cabelos pretos esticados,
dos olhos sempre iluminados.
Assim como nos barcos ao vento,
peixe, marinheiro e sereia,
viveram grandes e eternos momentos,
o sangue pulsando nas veias.
O ciclo do amor renovado,
ora de um, ora de outro lado,
em comum um doce coração,
de um ser diferenciado.
Capaz de amar um pai,
há muito tempo adotado,
capaz de amar outro ser,
alegrando e tendo alegrado seu viver.
Viver no mar é muy lindo,
mas também é muito arriscado,
os corais ora sorrindo,
ora cortam, deixam rasgado,
o corpo logo recupera,
o que há de externado,
mas dentro sofre oculto,
o coração dilacerado.
Que fazer: buscar ar em cima
ou se ocultar bem no fundo?
Áspera dúvida se aninha,
tornando tudo infecundo.
Paladar, tato, olfato,
visão, audição tudo prejudicado.
A mente já não tem domínio,
melhor ter tudo retirado:
corpo, calda, cabelos, escamas,
olhos, coração, emoção, luz e calor,
tudo... tudo bem jogado,
lá fundo do oceano,
para tão cedo não ser encontrado.
Procurando encontrar a si mesma,
curar todas cicatrizes,
reviverá muitos momentos,
dos dias vividos felizes e
daqueles do outro lado.
Tens direito Sereia então,
de ´´sair´´ deste mundo cão,
refugiar-se no fundo do mar,
até se reencontrar,
com o destino a tí destinado.
Não podes viver uma ilha,
um ser totalmente isolado,
vamos, reaja tu és minha filha,
obreira do bem, não se entrega calada.
Oscilar é um direito que tem,
abaixar a guarda não te convém.
Em vez do fundo, vá pro ´´alto´´,
em busca do Iluminado,
que a todos nós apascenta,
resgatando cada ser ilhado,
pela dor do sofrimento da carne,
assim também do espírito.
O claor flui, quero dar-lhe,
mesmo pequeno é de coração.
Tens muito mais calor por si mesma,
a fluir pelas suas mãos.
Distribua, não guarde prá sí,
ele retornará no tempo devido.
Agora é tirar a lição,
buscar seu crescimento,
não viver sua vida em vão,
partilhar todo alimento,
que emana em cada contato,
que multiplica cada vibração,
doe e farás muito bem,
àqueles que o ainda não têm.
Se possível tente explicar,
àquele que ainda não entende,
faça sempre multiplicar,
seu amor pelas hot hands.
Mas se ainda assim preferir,
para o fundo do mar se ocultar.
saiba que hoje e no por vir,
seu pai sempre te amará,
vibrando, mandado calor,
destinado ao seu coração,
desejando que se encha de amor,
que fará seus olhos brilhar,
como faróis guiando outro ser,
até que venha te encontrar,
na flor da água do mar,
onde vive sempre a nadar,
uma Sereia do meu coração,
Bejusssssssssssss
10/05/08
Babai — by Gilmar Dessaune.

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